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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dezanove do Um do Onze

E a nostalgia aparentemente chegou. Julguei que demorasse algum tempo e quiçá, que nem sequer surgisse, mas a verdade é que entrar de novo no hospital e cruzar-me com outros estudantes que um dia já fui, fez-me desejar reconhecer alguma daquelas caras para lhes sorrir. Por enquanto, é apenas isto. Ainda não sinto a falta de aulas em bancos dolorosos, dos professores que não nos vêem nem dos exames injustos. Dizem-me que um dia sentirei essa falta. Um dia hei-de sorrir com nostalgia ao ver o imponente hospital onde passei tantas horas da minha juventude. Tenho algumas dúvidas. Mas gosto de surpresas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vinte e Quatro do Onze do Dez

Torna-se demasiado incómodo assim que se torna físico. Acorda-me de noite, enrolado na boca do estômago, sem forma de se libertar. E eu não adormeço tão depressa. E não há posição de alivio. Dói e faz mossa. Há algo de estranho em mim e não o consigo resolver. Não quero acordar para isto.
E mesmo que tenha adormecido de novo, um bom bocado depois de uns socos na dor para a disfarçar, acordo de novo com o mesmo cansaço da mente, o mesmo incómodo nas horas que se seguem porque o sonho fez questão de mo lembrar, repetidamente, durante a noite.
Bastar-me-iam as horas reais.