Mostrar mensagens com a etiqueta saudade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saudade. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um do Dez do Onze

Pela quinta vez no aeroporto, estou finalmente aqui para o que andei a desejar sempre que cá estive. Espero-te.
O nervosismo ao longo do dia, por te saber no alto dos céus, já não me permitiu concentrar-me em algo mais para além da tua chegada. A ansiedade cresce e procuro comportar-me, sem grande entusiasmo para não me denunciar, junto de quem mais te estima. O avião vem com atraso, procuramos entreter-nos com o pastel de nata e a conversa simples, mas os corações estão longe. A mãe pulula entre o painel que a avisou que falta pouco para te ver e o lugar onde te esperamos vislumbrar logo que cruzes a porta.
Finalmente estás em terra, diz-nos o painel. E a mãe sorri de alívio por, enfim, tudo ter corrido bem. Em silêncio, fixamo-nos na porta por onde surgirás. Por cada pessoa que surge, descontraidamente, o coração cresce mais um pouco. A ansiedade sobe, por cada nova cara que ainda não é a tua. Os minutos passam e começamos a acreditar que todo o teu avião já se esvaziou à nossa frente, só faltas tu. E cada novo minuto recorda que não é bem assim.
Vejo finalmente o teu grupo. Vejo-os a todos e tu escondes-te atrás das suas malas e costas largas. Quero ver-te primeiro. Estico todo o corpo para que te encontre mais rapidamente e, por fim, surges. O coração, esse, descansa, por fim.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vinte e Nove do Nove do Onze

Não compreendo bem o que se passou. Quero-te de volta, preciso de ti e de te saber comigo. Tento aguentar-me, como se fosse sólida e determinada, mas és o meu pilar. É por isso que planeio o teu regresso com pedaços de intimidade e mimo, para recuperarmos este tempo em que os pequenos telefonemas nos têm de bastar.
Mas há contrariedades. Há uma realidade à qual não nos podemos esconder. As celebrações serão controladas e a efusividade abrandará. O baque desta circunstância abalou-me, colocara a minha força nesses momentos por vir. Mas é preciso manter-me de pé, relembrar que o que importa é a tua presença. Vou procurar-te no teu olhar, aí teremos o nosso mimo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Vinte e Seis do Um do Onze

Era isto que me estava a faltar. Este chocolate quente a aquecer-me as mãos, sentada junto ao Camões, no centro de Lisboa, com o à vontade e a liberdade de que preciso. Não chove e o frio acorda-me. Matam-se saudades de uma amizade que importa e criam-se novos contactos. Precisava de uma noite destas. Esta é a Lisboa que me faz falta.

Abraçaram-se, meses depois do último encontro. Vejo-lhe o sorriso por que tanto lutei ao longo do dia. Mas aquele abraço trouxe-o, por fim. E vejo-o tão claramente surgir nos cantos dos seus lábios, aquela paz e segurança que tanto precisava neste dia longo. Não sou quem lhe deu o abraço, mas sou quem o sei reconhecer.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dezanove do Um do Onze

E a nostalgia aparentemente chegou. Julguei que demorasse algum tempo e quiçá, que nem sequer surgisse, mas a verdade é que entrar de novo no hospital e cruzar-me com outros estudantes que um dia já fui, fez-me desejar reconhecer alguma daquelas caras para lhes sorrir. Por enquanto, é apenas isto. Ainda não sinto a falta de aulas em bancos dolorosos, dos professores que não nos vêem nem dos exames injustos. Dizem-me que um dia sentirei essa falta. Um dia hei-de sorrir com nostalgia ao ver o imponente hospital onde passei tantas horas da minha juventude. Tenho algumas dúvidas. Mas gosto de surpresas.